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riscos_e_rabiscos

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Temos dia de verão!!!

Ai que bom que o dia hoje está bonito! Temos tantas saudades tuas, sol! És tão bem vindo mas as tuas visitas andam tão tímidas...!

 

Faltam dois dias para eu terminar as aulas. Se por um lado estou contente, por outro, entranha-se-me aquele receio do futuro. Fico contente porque vou poder dedicar-me mais ao meu artesanato, fazer algumas coisas que tenho em mente mas que por falta de tempo, não tenho feito. Vou poder ir com o meu Bóbi à rua (quer dizer, ele é que me leva...) sem estar cansada, entre outras coisas, pois claro.

 

Depois vem o receio do futuro: será que tenho direito a subsídio de desemprego? Será que consigo arranjar emprego? Estão a ver a minha linha de raciocínio, não estão? Hoje em dia não sabemos o que nos traz o dia de amanh«a, infelizmente.

 

Mas como eu não quero que as energias negativas se cheguem ao pé de mim (xô!), nem quero pensar nisto e sim só nas coisas boas!

 

Aproveitem o vosso dia o melhor possível com muitos sorrisos e alegria. Se me passase a dor no meu tornozelo torcido há 500 anos atrás, eu teria um dia perfeito!!!

Que brilhem os sorrisos!

Hoje é dia de colocar um sorrisos nos lábios e no coração no matter what.

O sol brilha lá fora, o frio não se vai embora, a chuva foi dar uma volta a outras paragens e é dia da minha cidade cheirar a erva doce!

Embora tenha uma nuvem cinza clarinha a pairar sobre a minha cabeça, não há motivo para não escancarar um sorriso!

Quem alinha comigo?

{#emotions_dlg.sarcastic}

[F14] Sol.

Esta foto foi tirada há oito dias, da minha varanda. O céu estava lindo e poderoso. As nuvens pareciam estar ao nosso alcance das nossas mãos e serem feitas de um algodão escuro. O sol estava magnífico, assemelhava-se a uma bola de fogo que se insurgia na linha do horizonte por detrás da recorte dos prédios. Um por do sol diferente.

Lindo, não acham?

Mais Do Mesmo.

 

Terminei a semana mais morta que viva. Não só pelo cansaço e calor mas também pela falta de motivação, pela falta da convivência, camaradagem e ambiente de brincadeira saudável que existia o ano passado quando fomos para a praia.

  

É impressionante como uma única pessoa com a sua energia negativa e falta de envolvimento com a dinâmica da coisa contaminam o meio envolvente. Já sabem que estou a falar na santinha-do-pau-oco. Isola-se, raramente se aproxima dos colegas o que causa um certo mal-estar. A verdade é que ninguém se sente à vontade perto dela. À bocado ocorreu-me que ela deve ter ciúmes ou inveja de que os miúdos gostem mais dos outros professores do que dela e, por isso, "não deixa" que as crianças se aproximem, ela suga-as para perto de si. O que vai acontecer é que estas crianças vão tornar-se anti-sociais. Se eu tivesse um filho na escola, não gostaria que a sua professora procedesse assim.

 

Quem me lê há algu tempo sabe que eu defendo que "precisamos todos uns dos outros". Mais cedo ou mais tarde. Defendo a sociabilização, neste mundo de tanta solidão e tristeza. Acho que o viver e conviver em sociedade nos prepara para enfrentar as adversidades da vida. Aprendemos com as nossas experiências mas também com as dos outros. Acho eu, mas muitas vezes desconfio que ando muito enganada neste mundo.

 

A semana finalizou com a santinha nos seus banhos de princesa e a borrifar-se para os seus alunos que foram habituados a "flutuar" à sua volta mas de quem se esquece rapidamente ao ir para fora de pé. Tem lá as duas "lacaias" para tomar conta das crianças...

E a semana começou na mesma: mergulhos em alto mar, lacaias a controlar tudo e mais alguma coisa e a tomar decisões que deviam ser da autoria da santinha-do-pau-oco.

 

A única novidade do dia, pelos vistos, foi o novo motorista. Gajo jovem com ar de totó (lol), ou melhor, de tintin. Franjinha à tintin (d' aprés Hergé), nome invulgar e homónimo ao do famoso dicionário. Ah e com resmas de paciência para aturar putos melgas!

O dia de praia até estava fixe a água é que parecia uma tina de água comgelada. Dava para meter os pézinhos - e o resto do corpo - lá dentro mas poucas vezes. Estava-se bem melhor ao sol.

Vamos ver o que nos reserva o tempo para amanhã.

 

MOMENTO DO DIA

(ao passar por uma loja...)

- Ali não é a China... Ali é uma loja dos chineses. A China é mais à frente... {#emotions_dlg.blushed}

 

(para o nosso motorista...)

- Ó Aurélio... liga as luzes... (tão pá, andamos na escola juntos ou quê?! {#emotions_dlg.amazed})

Era Uma Vez O Sol...

 

Acordei às 6 da manhã a pensar que estava a cair uma grande chuvada. Voltei-me para a janela e vi, por entre as frestas das persianas, que o céu estava escuríssimo e que o sol ainda não tinha despertado. Voltei-me para o outro lado tentando descortinar se o barulho que ouvia era chuva ou vento nas folhas das árvores.

O despertador toca e eu preparo-me para ir para a rua. Ao sair, penso duas vezes se não seria melhor levar chapéu de chuva, mas apesar de tudo o calor mantém-se.

 

Atravessei Lisboa inteira para apanhar o bus do convento. Ao olhar através da janela, vejo que a santinha-do-pau-oco estava na fila do bus. Sendo impossível não me ver dentro do bus, uma vez que ela estava mesmo colada a mim mas do outro lado, entra, senta-se na outra fila de frente para mim e finge que não me vê. Ainda fiquei a olhar para ela para lhe dar os bons dias - sim, porque a mal-educada é ela - mas sua santidade ignorou-me completamente e eu também não me ia pôs aos berros no bus. Ok, tu é que sabes.

Por uma questão de fila de trânsito, ela decidiu sair uma paragem antes. Ao fazê-lo roçou em mim e continuou a fingir que não me viu! É incrível, não acham?

 

Não falei com a santinha-do-pau-oco acerca do assunto de ontem. Estou à espera de uma oportunidade "incisiva". Hoje, deixámo-la andar à vontade. Fez o que quis e lhe apeteceu e as lacaias seguiram vossa senhoria. Mas eu estou de olho aberto e ouvido alerta.

À hora de almoço, resolveu pregar um sermão aos putos sobre o seu comportamento e regras a cumprir. Os putos fizeram um caso dela tremendo.

 

Chegada a hora de regressar a casa, vou recolher a nossa "toalha" onde depositamos as mochilas e que serve de mesa para almoçar. Deparo-me com vários pacotes de sumo, guradanapoes e mais alguns lixos. Pergunto de quem é e mando colocar no lico. Aproximo-me de um pacote de sumo e de mais umas lixaradas e pergunto de quem é. A santinha ri-se e diz-me "é meu...". Sim, senhora, belo exmplo para as crianças, principalmente depois de lhe ter dado uma lição de moral EXACTAMENTE sobre isso! Só mais uma coisinha... nenhum outro adulto ou criança deixou lixo onde quer que fosse. Estamos no bom caminho e a ensinar bons princípios às crianças, very good!

 

MOMENTO DO DIA

 

(o já referido mijão para uma colega vindo da água e a caminho da toalha...)

 

- Estavas bestial na água... já perdeste o medo de ir para a água? É porque andas na natação? (a colega não deu resposta...)

  A água hoje estava mesmo fantástica (mas só molhou os calcanhares...)

 

 

Costas Quentes... E Não É Do Sol...

 

Mais um dia desmotivante e de calor infernal, mais um dia de praia e quilos de areia. Estava-se bem na praia e melhor ainda demolho na água, só era pena a rebentação das ondas.

 

Foi chegar à praia e sugerir uma ida imediata à água, antes que os corpos aquecessem mais, e depois colocava-se o protector solar (pois com a água sai) e as crianças comiam. Acharam que devia ser ao contrário. Ok, já cá não está quem falou! Percebi que a minha colega também já tinha ouvido qualquer coisa que não tinha gostado e que o único ser masculino que nos acompanha se estava a esticar...

 

Fomos à água duas vezes, dois miúdos da turma da santinha-do-pau-oco iam desaparecendo, se não fosse a V. buscá-los, enquanto sua santidade dava banhos de beleza na água salgadae eu me assegurava que as outras crianças estavam ali à minha volta.

 

Fomos almoçar e, como é hábito, os diabinhos anjinhos são sempre os últimos a fazer tudo graças à lentidão extra que lhe foi "ensinada", digamos assim. Existe a tradição das crianças irem comer um geladinho e cada dia vai uma turma. Hoje calhou à dos diabinhos anjinhos e estavam fartos de nos apressar, uma vez que estava na horade almoço dos motoristas das camionetas. Mas como a santinha-do-pau-oco tem ritmo de caracol, a A. começou a pressionar para nos despacharmos. E assim fizémos, Pegámos nas crianças já prontas e fomos para a camioneta para adiantarmos serviço, enquanto a santinha preparava as crianças que lá ficaram. Ficámos à espera que sua santidade aparecesse e, quando finalmente apareceu, veio dizer-nos que não ia e que não queria café nem gelados.

 

Quando regressámos, fui informada por várias pessoas que a santinha-do-pau-oco tinha ido fazer queixas de mim e da V., dizendo que nós não fazíamos nada (?!) e que ela não tinha autonomia para fazer nada com a turma dela.Bo, nem vos digo, nem vos conto que fiquei pa morrer com o tamanho da mentira e ainda por cima pela queixinha. Mais uma vez prova que é uma criancinha em vez de uma mulherzinha.

Fiquei muito decepcionada e demotivada. Se não fosse pelo compromisso assumido, já não punha lá os pés, ela que se desemerdasse.

 

Não sei o que faça: se fico calada, pois ela tem as costas quentes da mana directora ou se lhe digo alguma coisa, tipo que não quero interferir no trabalho dela com as crianças e que me diga que tarefas quer que desempenhe. É que a mana acredita piamente na palavra dela, por isso estão a ver como a santinha é cínica e mentirosa. Tinha vontade de lhe dizer, sem meter ninguém em cheque, que quando tiver algo a dizer de mim que mo diga directamente.

O que é que vocês fariam? Help me!

 

MOMENTO DO DIA

 

#1 (na camioneta, a caminho da praia, alguns alunos do 1º ano)

- Vá lá, dá-lhe um beijo na boca... é rápido! Olha para a língua... até parece um iceberg... é fresquinha...

 

#2 (o mijão de serviço que pára no meio de uma estrada com carros em alta velocidade só para verter águas. Após ums mijadela contra a árvore onde estavam os sacos de alguns profes. ...)

- Ó G. não se lambe a mão depois de mexeres e sacudires a pilinha... (no comments{#emotions_dlg.blushed} )

O Primeiro Dia Da Bea(it)ch.

Nem vale a pena começar por dizer que estava um calor infernal. Saí de casa às 7 da manhã a pensar que estaria fresquito mas estava redondamente enganada. Às 7 e pouco já os termómetros de rua acusavam 25 graus.

 

Apanhei a catrefada de camionetas em direcção ao convento com um bad feeling. O que eu previa nos meus pensamentos mais remotos e pouco prováveis aconteceu! Eu explico: Para acompanhar os alunos das turmas que vão para a praia, vai um professor e uma auxiliar. Ora eu podia ir com todas as turmas menos com uma, a da santinha-do-pau-oco, uma vez que os miúdos não são meus alunos. É que a santinha-do-pau-oco quis dar inglês à sua turma. Sabem, é que ela trabalha muuuuuuito, até sai do convento às 9 da noite!!!! Ah, esqueci-me de dizer em que fica a trabalhar: a DAR GRAXA à mana-directora e sua trupe!!!

 

E não é que me calhou mesmo na rifa acompanhar a santinha-do-pau-oco? Acreditam nisto?!?!?! Resultado, os putos não me conhecem e não ligam nenhuma ao que eu digo. A santinha-do-pau-oco é do género “não faço que alguém há-de fazer” e os desgraçados dos putos do 1º ano é que ficam a assar! Ora eu, que me faz uma comichão do caraças estas coisas, pus logo tudo a andar numa fona!

 

Admite-se que com um calor destes se deixe as crianças ao sol à espera tempos infinitos porque a santinha-do-pau-oco e a mana do zoo – que vem na nossa camioneta – sejam umas desorganizadas do caraças e esteja cada coisa para seu lado? Passou-me a primeira coisinha má pelas vistas, peguei nos putos todos e fomos abancar para a praia. Senão a santinha-do-pau-oco não saia dali. A mana do zoo já se sabe como é.

 

Como se EU não bastasse, a prof. de música também foi “destacada” para acompanhar a santinha e os seus diabinhos anjinhos. Três marmanjas para acompanhar 17 putos…

Resultado, a santinha estava à espera que a dupla de desgraçadas (eu e a minha colega) fizéssemos tudo! Colocar protector solar nas crianças, mandar vestir e despir, olhar por eles, irmos para a água com eles e por aí afora. Como lhe topei o esquema, só fiz o que me competia para que as crianças não fossem prejudicadas por esta abécula, quer dizer, santinha.

 

Hora de ir à água. A santinha-do-pau-oco desengonçou-se por todos os lados enquanto formava fila com os putos já descascados e prontos para irem à água. Mais uma espera. Lá veio sua santidade com os restantes diabinhos anjinhos e em vez de alinhar à frente dos que já lá estavam, pois era onde ainda havia espaço, resolveu que os queria entrincheirar no meio de duas turmas. Lá vai aqui a rezingona pedir para passarem para a frente. Será que estas coisas não discorrem à santinha-do.pau-oco?

 

Só um aparte: ainda não vos confidenciei que a santinha-do-pau-oco é anti-social, não se mistura com os comuns mortais, e muitas vezes nem nos dirige a palavra, roçando a falta de educação. Outra coisa curiosa é que ela isola os seus diabinhos anjinhos das outras crianças, prática esta, de resto, já utilizada pela mana do zoo. Resultado obtido: crianças anti-sociais, desregradas e que não sabem conviver com outros colegas senão aqueles a que estão habituados. Adiante!

 

Da parte da tarde temos mata. Sempre nos safamos mais um bocadinho ao calor. Almoçámos em conjunto e depois foi hora de brincadeira. É usual deixarmos os miúdos andarem a brincar à vontade sob o nosso olhar. Mas até aqui sua santidade teve de dar um ar da sua graça. Em vez de se juntar aos colegas e auxiliares para confraternizar um pouco, optou por andar a esfregar-se na areia castanha que deixa tudo cagado sujo. God gracious!

 

Mais uma vez tive de “puxar a carroça” à hora de regressar ao convento. Deu-me a segunda coisinha má e pus tudo em sentido a recolher as suas coisitas e a fazer fila atrás de mim. Ficaram dois ou três para trás com a santinha-do-pau-oco enquanto estes subiam para o autocarro.

***

Durante a época balnear vou criar a rubrica MOMENTO DO DIA, cujo objectivo será o de partilhar convosco algo engraçado. Assim, cá vamos ao primeiro…

 

MOMENTO DO DIA    

 

(Para a prof. de música)

- Ó professora, apanhaste um caldeirão… !

 

(Para a prof. E.)

- A irmã mandou perguntar onde estava a caixa dos primeiros chocos

 

Praia... Here I Go!!!

 

 

Começo amanhã a época balnear com os meus meninos do convento.

Espero não vir cozida, assada ou grelhada porque vai fazer um calorão dos diabos.

Vou armada com dois protectores solares de índices diferentes, um chapéus para proteger os pobres neurónios já tão amarfanhados pelos cansaço e ainda uma t-shirte e óculos escuros.

Deixo-vos aqui umas perguntinhas para irem pensado até ao meu regresso aqui amanhã:

 

- As "manas" vão à praia?

- Em caso afirmativo, como vão elas vestidas?

- Virei com algum escaldão valente?

- E quantos quilos de areia trarei agarrados?

 

Think about it!

 

I'm Marge Simpson?!

Hoje tive direito a uma ida à “praia seca”. Tive direito a calor, sol na moleirinha e um leve bronzeado. Só não tive direito a água. Ou melhor, até tive… mas à da minha garrafa.

E isto para dizer que estive UMA HORA a apanhar calor, sol na moleirinha e a entrar num estado de semi-desidratação (bendita garrafinha de água que anda sempre comigo!) enquanto esperava que chegasse a minha vez para comprar a senha do passe!

 

Pior! Quando a abécula que estava lá hoje a atender o pessoal disse que já não havia senhas de um determinado passe, gerou-se ali uma rebelião, e estava tudo pronto para cortar a moça às fatias e fazer um churrasquinho ao sol ali mesmo!

A bem da verdade, diga-se que é ridículo no dia 1 não haver senhas de passe. Mas afinal as senhas estavam para lá desorganizadas no meio de outras.

 

Com as minhas senhas na mão, venho para casa, onde chego morta de calor. A única coisa que tinha em mente era colocar a cabeça debaixo de água. E assim foi! Depois de “arrefecer as ideias”, enrolei uma toalha na cabeça e olho para o espelho.

 

AAAAARGHH! Apanhei um susto! Em vez de ver a minha imagem reflectida no espelho, vi a Marge Simpson! Não é possível?! Ai é, é!

Enrolei tão bem a cabeça e o cabelo na toalha, que era azul, que fiquei com o cabelo no cocuruto da cabeça, tal qual a Marge. Até eu própria duvidei da minha imagem…

 

Ainda pensei colocar uma máscara facial amarela na cara e armar-me num ser Simpsoniano por alguns momentos mas tive pena do Bóbi. É que da outra vez que apanhei o cabelo e coloquei uma máscara facial azul clara na cara, o Bóbi desatou a ladrar para mim desconfiado. E se as “trinquinhas de amor” fazem beliscões negros, como serão as trincas de desconfiado?